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3 conselhos para mães divorciadas serem as melhores e mais ricas versões de si mesmas

Fundadora da Wealthy Single Mommy, Emma Johnson luta para que cada mulher assuma o controle de sua própria vida financeira e profissional
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Emma defende que “o sistema é configurado para que você, como mulher, seja financeiramente dependente do seu ex-marido. Você é melhor do que isso”.

Emma Johnson lucra com um belo propósito: ajudar mulheres divorciadas a serem as melhores e mais ricas versões de si mesmas. Para isso, ela defende o modelo de paternidade 50/50, pois, segundo ela, a guarda conjunta pode ajudar a sustentar a igualdade financeira entre os pais.

A história de Emma foi publicada na coluna “Fechando a Lacuna”, de Farnoosh Torabi, para o site Next Advisor. Nela, Farnoosh conta que, segundo o órgão norte-americano US Census BuFarnoosh conta que, segundo a fundação Good+Foundation (Fundação do Bem, em tradução livre), da autora e filantropa Jessica Seinfeld, crianças em lares com pai ausente têm quatro vezes mais probabilidade de serem pobres do que as crianças em lares com ambos os pais.reau, as mães lideram 80% das famílias de pais separados como guardiãs primárias, além de muitas vezes arcarem com o peso das obrigações financeiras.

Emma tem 44 anos, é mãe de dois filhos, divorciada e especialista em finanças. Ela fundou a Wealthy Single Mommy (Mãe Solteira Rica, em tradução livre) para ajudar outras mãe divorciadas a lucrarem na vida pessoal e profissional. É também autora do ainda não lançado livro “The 50/50 Solution: How Single Parents Can Blaze the Trail for Gender Equality” (“A Solução 50/50: como as Famílias Monoparentais Podem Abrir Caminho para a Igualdade de Gênero”, em tradução livre).

Segundo Farnoosh, Emma defende que uma maneira de ajudar a resolver as muitas lacunas financeiras e de oportunidade entre homens e mulheres é a paternidade compartilhada por igual. A especialista tem um estudo com mais de 2.300 mães solteiras, que mostra que as mulheres com divisão de responsabilidades 50/50 têm mais do que o triplo de chances de ganhar US$ 100.000 por ano do que uma mãe cujos filhos estejam com ela a maior parte do tempo, apenas com “visitas” ao pai. A mesma pesquisa mostra que 9 em cada 10 mães solteiras dizem que poderiam ganhar mais dinheiro se tivessem mais igualdade no tempo de criação dos filhos.

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Emma vive na sua vida pessoal o modelo que defende. Ela e seu ex-marido, embora estejam ambos em um novo relacionamento, estabeleceram um acordo 50/50 em tudo e, por exemplo, por conta de necessidades profissionais, decidiram se mudar todos para um novo Estado para ficar ao lado dos filhos. “O pai dos meus filhos, a madrasta deles, meu namorado e eu vamos nos mudar juntos”, diz ela a Farnoosh. 

Segundo a coluna, Emma conta que as discussões nem sempre foram fáceis. “Às vezes não nos damos bem, mas nos concentramos em objetivos comuns e no que é melhor para as crianças.” 

Emma conta a Farnoosh que descobriu que algumas mães resistem à ideia de criação compartilhada, pois se sentem pressionadas a cumprir o papel principal ou têm um relacionamento tenso com o ex. E há, é claro, casos em que um dos parceiros não está apto a ficar com os filhos ou há um histórico de abuso ou vício. Segundo ela, cada situação familiar é individual e não existe uma solução única para todos.

Paternidade compartilhada

Emma diz que a criação 50/50 tem um resultado positivo. “Quando se trata da custódia dos filhos, o pensamento tradicional presume que as crianças devem ficar com as mães. Esse é o legado de sexismo e incompreensão da psicologia infantil”, diz Emma. “A norma tem sido que as crianças fiquem com a mãe, e os pais paguem pensão alimentícia, o que deixa as mulheres dependentes dos homens para ganhar dinheiro e os pais se tornam apenas personagens satélites na vida de seus filhos”, completa.

Emma diz que, com 50% de custódia, uma mãe divorciada tem mais tempo e energia para investir em seu próprio futuro financeiro. “Os pais devem se comprometer a assumir responsabilidades verdadeiramente iguais. Não se trata apenas de pais exercerem seus direitos de ter mais tempo com seus filhos, mas também assumirem responsabilidade igualitária pelos dias de licença médica, coordenarem compromissos e atividades e todo o trabalho emocional que as mulheres normalmente assumem”, diz Emma. 

Especialistas dizem que a igualdade financeira entre homens e mulheres é crítica e que uma mudança em direção a um tempo igual para os pais após o divórcio pode apoiar essa igualdade. Estudos mostraram que maximizar o tempo com ambos os pais se correlaciona com uma melhor saúde física e mental para os filhos. 

Pais totalmente comprometidos são sinônimo de filhos que lucram

Farnoosh conta que, segundo a fundação Good+Foundation (Fundação do Bem, em tradução livre), da autora e filantropa Jessica Seinfeld, crianças em lares com pai ausente têm quatro vezes mais probabilidade de serem pobres do que as crianças em lares com ambos os pais.

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“A ausência do pai pode ser um círculo vicioso”, diz a dra. Torri J. Evans-Barton, fundadora da The Fatherless Generation Foundation (Fundação Geração sem Pai, em tradução livre), de Atlanta. “A maioria dos pais com quem trabalhamos foi criada sem seus próprios pais ou cresceu com um pai em casa que era emocionalmente distante. Nós os ajudamos a aprender a se curar, reconhecer as decisões erradas e dar a eles as ferramentas de que precisam”, conta.

Conselhos financeiros de Emma Johnson para mães divorciadas

Pense a longo prazo

No estágio inicial de um divórcio, é fácil ficar cega. “Você está em um trauma e precisa tomar decisões gigantescas que afetarão o futuro de sua família em um momento em que é impossível ter clareza”, diz Emma. Embora seja difícil ver através da raiva e dores iniciais após o rompimento, ela incentiva as mães recém-divorciadas a imaginar a vida daqui a um ano. Estabelecer metas pessoais, como abrir um negócio, voltar a estudar ou comprar uma casa, pode encorajar mais as mulheres a buscarem independência financeira. 

Faça um plano para quebrar a dependência de pensão alimentícia

Mesmo que você ganhe menos do que seu parceiro, comece a pensar em maneiras de ganhar mais dinheiro nos anos após o divórcio e como se tornar menos dependente de pensão alimentícia, caso você a receba atualmente. “Pense grande”, diz Emma. “O sistema é configurado para que você, como mulher, seja financeiramente dependente do seu ex-marido. Você é melhor do que isso. Além de que o cumprimento da pensão alimentícia é muito baixo.”

Procure minimizar conflitos com seu ex

“Tentar amenizar disputas pode não parecer um conselho financeiro, mas, quando há muito conflito, é possível que isso leve à contratação de advogados, o que pode ser uma enorme despesa contínua. Escolha suas batalhas com sabedoria e seja uma pessoa melhor”, diz Emma. “Em última análise, os conflitos não devem ser resolvidos com a vitória ou perda de um dos pais”, completa.

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